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Pretaterra: ressignificando o cuidado e a conexão com a natureza por meio das agroflorestas

A Pretaterra é uma empresa que busca soluções que viabilizem sistemas produtivos agroflorestais para todos. O objetivo é superar os desafios enfrentados pela agricultura contemporânea, como a degradação do solo, erosões, mudanças climáticas e muitos outros.


As agroflorestas são um tipo de sistema produtivo que inclui espécies florestais perenes e biodiversidade ao ambiente de cultivo agrícola e de criação de animais.

Assim, apresenta-se uma alternativa à monocultura, promovendo a produção de alimentos ao mesmo tempo que se recupera áreas degradadas e obtêm-se benefícios econômicos e ecológicos.

Como a Pretaterra começou?

A Pretaterra nasceu da colaboração entre Paula Costa e Valter Ziantoni. Ambos compartilham de um sentimento de profunda conexão com a natureza, em que procuram não só protegê-la, mas integrá-la ativamente.


Durante sua formação, Paula passou por diversas ONGs, trabalhou com restauração florestal e teve diversos aprendizados na Amazônia brasileira.

Valter, por sua vez, trilhou um caminho com várias experiências internacionais. Algumas das mais impactantes foram na África e no Sudeste Asiático. Estando com populações nativas e dependentes diretas da floresta, percebeu que é possível viver em consonância com a natureza de maneira muito mais resiliente.


Então, chegou o momento de, junto com a Paula, fundar a Pretaterra, para trazer justamente essa resiliência e a capacidade de levar a agrofloresta para todos em todas as partes.

Valter Ziantoni

Qual a origem do nome Pretaterra?

O nome Pretaterra é inspirado na Terra Preta de Índio, um tipo de solo antropogênico que ocorre na Amazônia. Isso quer dizer que a sua formação é baseada na ação do ser humano.


Esse é um exemplo perfeito de como nós somos capazes de interferir na natureza sem prejudicá-la. Pelo contrário, a Terra Preta de Índio mostra que a ação humana, quando acontece da maneira adequada, tem a capacidade de potencializar benefícios ecológicos. Portanto, hoje associa-se muito a presença dessas terras pretas ao manejo agroflorestal da Floresta Amazônica.


Qual a melhor forma de nos conectarmos com a natureza?

A nossa maneira de agir (sociedade) tem se desligado da nossa natureza, pois a nossa natureza, na verdade, é a regeneração. É melhorar o ambiente onde nós estamos, produzindo.

Paula Costa


É possível concluir que a lógica da degradação é um fenômeno recente, fruto da falta de limites dos modelos de produção adotados. Na verdade, a nossa conexão com a natureza existe quando participamos de maneira efetiva para melhorar o ambiente e regenerá-lo, ao invés de destruí-lo.


A gente tende a acreditar que a Floresta Amazônica aconteceu por pressões do meio, processos climáticos, entre outros fatores. Mas existe uma enorme atividade humana fazendo a floresta acontecer.

Valter Ziantoni


Paula explica que isso é um fato que pode ser percebido pela hiperdominância de espécies alimentícias na Amazônia, como castanhas, frutas e palmeiras. Tudo isso foi plantado e disseminado pelas populações ancestrais.


Diferentes formas de enxergar o cuidado com a natureza

Ainda segundo Paula, existem duas maneiras principais de enxergar o cuidado com a natureza: o ponto de vista preservacionista e o ponto de vista conservacionista.


No Brasil, a visão preservacionista é, de longe, a mais praticada. Ela consiste na demarcação de uma área que se tornará “intocável”.


Contudo, a falha dessa visão está em dois pontos principais. O primeiro está na forma como as regiões sem demarcação são utilizadas. É como se elas fossem áreas liberadas para a exploração, já que existem outras reservadas para os cuidados.


O segundo ponto é que isso não permite que a presença humana consciente transforme as áreas demarcadas de maneira positiva. Ou seja, exclui o ser humano do processo.


Por outro lado, na visão conservacionista, o ser humano é elemento integrante da natureza. Portanto, desenvolvem-se formas de utilizar esses recursos da melhor forma possível.



Nos últimos anos, com a exploração irresponsável do meio ambiente, criou-se uma ideia de que a ação humana sempre prejudica os processos naturais, embora ela seja, na realidade, benéfica, desde que aconteça de forma adequada.


O objetivo é entender qual a melhor maneira de intervir na paisagem de modo que a gente mantenha a funcionalidade da ecologia de uma forma produtiva. Existe conhecimento e tecnologia suficiente para isso hoje, como a permacultura, agricultura regenerativa, biodinâmica e agricultura sintrópica.

Paula Costa


Qual é o principal desafio enfrentado pela Pretaterra?

A Pretaterra foi criada em 2016 e, desde então, o maior desafio encontrado por Paula e Valter é encontrar pessoas que compartilhem de suas visões.

Um dos motivos que criam esse cenário está na estrutura de formação dos profissionais. Isso porque as universidades formam engenheiros florestais focados em silvicultura ou agrônomos especialistas em agricultura convencional.

Por isso, o projeto se expandiu também para a parte de educação. Então o Pretaterra Academy é um conjunto de 4 cursos online que surgiu com o intuito de formar equipes capacitadas e preencher essa lacuna no mercado.


A Pretaterra inova a forma de fazer agrofloresta

A Pretaterra, na busca pela expansão do conhecimento a respeito das agroflorestas e dos benefícios gerados por esse modo de agir na natureza, é capaz de atuar como agente transformador da sociedade e do mercado atual.

Isso fica claro com os diversos projetos realizados com clientes que passam a enxergar, seja por conta própria ou por meio da pressão do mercado, que é preciso encontrar novas maneiras de trabalhar com os recursos naturais.


Dessa forma, além de colher os frutos econômicos da agricultura, também é possível gerar benefícios ao meio ambiente, em uma relação de reciprocidade.

Por isso, o projeto encurta os caminhos entre investidores e modelos de negócios que incorporam critérios de sustentabilidade a fim de cumprirem um objetivo principal: levar a agrofloresta para todos e em todas as partes.


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