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Inovando com propósito: a busca de soluções de impacto positivo

A palavra inovação nunca foi tão popular. Aparece em notícias, em conversas nos corredores, no planejamento estratégico e até nos valores das instituições. Da mesma forma, o termo propósito tem sido utilizado com recorrência em startups, empresas e instituições do terceiro setor.


Mas como essas instituições podem ir além, pensando em inovação e propósito além do senso comum? É preciso proporcionar entendimento acerca dos diferentes aspectos relacionados ao desenvolvimento de inovações e seus objetivos, observando as possíveis formas e ferramentas de gestão da inovação observando seus aspectos contingenciais e seus propósitos. Para nos aprofundarmos um pouco mais nessa temática vamos entender como podemos relacionar esses dois conceitos chaves.


O propósito da inovação

A inovação como fenômeno tem um propósito claro: trazer novidades ao que está estabelecido em um determinado meio econômico. De maneira específica este caráter de novidade pode, por exemplo, dar vantagem competitiva para empresas, aprimorar um novo produto, atingir um novo público alvo, resolver um problema que antes não era possível de ser resolvido.


Este propósito se associa ao conceito de destruição criativa de Schumpeter em que a inovação é um meio pelo qual paradigmas econômicos são quebrados, abrindo a oportunidade para o surgimento de novos padrões. Podemos citar como exemplo de inovações em seus mais diferentes tipos o desenvolvimento do transistor, o surgimento dos serviços de streaming e do pão de queijo congelado.


Inovação com propósito

Para entendermos esse ponto de vista, da inovação com propósito, devemos voltar a um dos conceitos de inovação mais difundidos: inovação é a exploração de novas ideias com sucesso. É clara a presença do "algo novo" no conceito, pois como já vimos, o fator novidade é inerente ao processo de inovação. O elemento principal que devemos aprofundar é o que se define como sucesso. É importante ressaltar que não se trata apenas de um preciosismo acadêmico de estabelecer conceitos e enquadrá-los em seus devidos lugares. Trata-se do entendimento de que diferentes formas de conceituação impactam diretamente na forma com a qual o processo de inovação precisa ser conduzido e gerenciado na prática.


O sucesso de uma inovação pode ir além apenas de critérios econômicos. Inovar com propósito é ter como intenção principal desenvolver algo novo que irá gerar benefícios sociais ou ambientais a partir de sua difusão e uso. Podemos pensar no desenvolvimento de medicamentos para doenças negligenciadas, equipamentos médicos com manutenção facilitada para utilização em regiões com baixo desenvolvimento tecnológico ou até mesmo produtos como um plástico desenvolvido a partir do etanol em substituição à base petroquímica.

A partir desses exemplos é possível perceber, que tratam-se de produtos com apelo mercadológico e financeiramente viáveis que ao mesmo tempo se preocupam em atender demandas sociais e ambientais presentes nos dias atuais. O desenvolvimento dessas inovações se relaciona com o contexto de grandes instituições estabelecidas ou negócios que ainda estão em estágios iniciais de maturidade. Se existe um grande potencial nas inovações com propósito, porque essa ainda não é uma prática difundida?


Caminhos para inovação com propósito

As instituições estão cada vez mais valorizando os pilares envolvidos com a sigla em inglês ESG (Environmental, Social and Governance) e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS’s). Apesar de ainda existirem grandes desafios para se alcançar os resultados concretos almejados, o fato dessa temática estar em pauta já é um passo importante.


Uma das formas de tangibilizar iniciativas dessa natureza, contexto das empresas, é a estruturação de um portfólio de projetos de produtos com propósito socioambiental, fazendo com que as organizações estabeleçam processos com parâmetros adequados para que esses produtos e serviços possam ir ao mercado.

Outro ponto importante a ser destacado, ainda no contexto das empresas, é o investimento em mercados relacionados com a chamada base da pirâmide social. Trata-se de um mercado volumoso que busca soluções personalizadas para os seus anseios, desejos e necessidades. É importante entender que nesses casos existe um benefício mútuo, das pessoas que terão acesso a soluções adequadas ao seu contexto principalmente financeiro e das empresas que terão a oportunidade de explorar um mercado que é economicamente viável e com um enorme potencial.


Indo além da perspectiva das grandes empresas, é possível observar que muitos problemas sociais e ambientais podem ser resolvidos a partir de modelos de negócios inovadores. Startups que têm como propósito gerar impacto socioambiental positivo estão cada vez mais presentes no ecossistema de inovação e empreendedorismo: são os chamados negócios de impacto socioambiental.


Segundo a Carta de Princípios para Negócios de Impacto no Brasil, esses negócios surgem como uma forma de intervenção socioeconômica, que integra os diferentes atores impactados ou impactantes, na busca por inovação, transformação social e desempenho financeiro. A aspiração de todo o ecossistema é ver inovações que criem novos mercados, tenham impacto social e sustentabilidade financeira, simultaneamente.


No 3º Mapa de Impacto do Brasil realizado pela PIPE Social foram mapeados mais de 1200 negócios de impacto no Brasil. São soluções inseridas em diversos setores, como plataformas que buscam conectar os pequenos produtores com os compradores, possibilitando encontrar a melhor oportunidade de venda para sua safra ou serviços de arquitetura e engenharia civil proporcionam moradia digna para a população de baixa renda a partir da venda de reformas rápidas, enxutas e com pagamento acessível.


São soluções para o agronegócio, serviços financeiros, saúde, empoderamento feminino, educação acessível, entre outras. A lista de casos de sucesso é extensa, porém é preciso se inspirar mais no empreendedorismo de impacto.


Os imensos desafios sociais e ambientais do Brasil exigem soluções e modelos de negócios inovadores e escaláveis, que vão além do que tem sido feito por empresas, governos, comunidades e organizações da sociedade civil. Considerando a urgência desses desafios, precisamos agilizar esse processo de transformação de maneira proativa e com intencionalidade. Devemos aproveitar todo o potencial transformacional da inovação, tendo como guia e propósito final, todo o impacto positivo que podemos gerar para as pessoas e para o meio ambiente.


É dentro de todo esse cenário que a Arandu nasceu, com o propósito principal de contribuir com os desafios dessa jornada. Ao alinhar inovação, desenvolvimento humano e sustentabilidade, somos catalisadores desse processo de transformação. Contem com a gente!


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